Ela estava parada, imóvel.
No quarto vazio, o único só era o do seu coração
Um quarto em silêncio,
Uma mente em frenesi,
Uma alma fragmentada.
De todos os ângulos, a imagem era a mesma.
Dor. Solidão. Tristeza.
Passaram-se segundos, minutos, horas...
Mas não parecia fazer diferença.
O que deveria ir embora, não ia e
O que deveria ficar se esvaia...
Rodando. Rondando. Rodando.
O tempo. Os pensamentos. O tempo.
Não havia saída, havia?
Ela abraçou as pernas, deitou na cama lentamente,
Olhando o teto, vendo a luz do sol indo embora e
E o quarto se enchendo de lembranças...
Logo depois a[dor]venceu...
