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sábado, 28 de novembro de 2009

Ela estava parada, imóvel.

No quarto vazio, o único só era o do seu coração

Um quarto em silêncio,

Uma mente em frenesi,

Uma alma fragmentada.

De todos os ângulos, a imagem era a mesma.

Dor. Solidão. Tristeza.

Passaram-se segundos, minutos, horas...

Mas não parecia fazer diferença.

O que deveria ir embora, não ia e

O que deveria ficar se esvaia...

Rodando. Rondando. Rodando.

O tempo. Os pensamentos. O tempo.

Não havia saída, havia?

Ela abraçou as pernas, deitou na cama lentamente,

Olhando o teto, vendo a luz do sol indo embora e

E o quarto se enchendo de lembranças...

Logo depois a[dor]venceu...



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Deve haver um porto?

Me diga você.








Ia parar por aí, mas...
Eu fiquei pensando agora que tudo que as pessoas querem (por mais modernas que sejam) é ter, em algum momento/canto, um lugar seguro, capaz de suportar tempestades e dilúvios, capaz de abrigar tristezas e dores, capaz de consolar e aconchegar. Esse lugar/pessoa não precisa está visivel a todo instante, mas tem que está presente sempre que necessário... Dificil.

Já é dificil achar um porto, quanto mais um "porto seguro", estável, constante. Deve ser por isso que a busca é tão dolorasamente angustiante, mas deve ser por isso também que deve ser tão recompensadora...

Boa busca a todos nós!
x* namastê *x

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cheiros

cheiro de algodão doce
cheiro de roda gigante
cheiro de pipoca e picolé
cheiro de maçã do amor
cheiro de alegria
cheiro de movimento
cheiro de luzes
cheiro de encantamento
cheiro de infância.

domingo, 19 de outubro de 2008

às vezes, eu sinto que existe um deus dentro de mim
às vezes, eu sinto e me alegro com isso.

Eu já entendi a algum tempo que vivo em constante conflito interno, é até engraçado ... eu chamava de "anjinho" e "diabinho", mas acho que seria bem mais apropriado "sensibilidade/emoção" e "razão". Eu não consigo agir com a emoção se a situação disser respeito diretamente a mim, por ex., nos meus relacionamentos amorosos x), eu tenho consciência que existe uma "trava", que por mais que eu force ainda assim é insuficiente, ela não se rompe.. Eu não me culpo, porque eu acho que me esforço, eu me esforço até onde eu vejo esforço também, aí isso sim pode ser um problema, pois o que custa me esforçar a mais? Eu digo que é porque não quero causar algum tipo de mal-estar/incômodo, sei lá... mas na verdade eu não se é isso 0u se é medo.. como eu faço pra saber?

às vezes, eu me sinto fraca, como se todo a minha energia tivesse sido sugada..
às vezes, eu sinto e não ligo pra isso.

x* namastê *x

tenham todos uma ótima semana! :)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

E nesses momentos dificeis...

Quando fazemos tudo pra que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: Não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura, qua havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força da imposição. Ás vezes é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; Outras vezes nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos quem nos ama mal , e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor , e falhado, resta-nos um só caminho ... o de mais nada fazer.

Clarice Lispector.

ps: mas é quando tiver feito tudo mesmoo viu?? x)

x* namastê *x