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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

30/01/2012

Quando seus instintos dizem para você seguir um caminho, você segue? Ou paralisa?
O quanto você é capaz de apostar a sua vida pelos seus sonhos e ideais?
Sacrificar a si mesmo e aos prazeres mais carnais e superficiais não é nada comparado as escolhas que você faz e que afetam outras vidas...Mesmo a vida, a dignidade e o respeito sendo postos a venda à preço de banana...
Você deita à noite e passa a madrugada em claro buscando soluções e estratégias e você se prende tão fortemente  a isso que começa a enrijecer seus ideais e não os reconhece mais.
Você tem pena de si mesmo?
Cadê a coragem para mudar o mundo? Aonde foram parar seus discursos inflamados que contagiavam os amigos? Que caminhos são esses que você anda seguindo?
Por que? Pra quem?
Você já não é mais o mesmo, você sabia disso?
Volte para casa, pros seus sonhos e ideais ou morra por eles, ao menos.

x* namastê *x

domingo, 29 de maio de 2011

Espelho meu...

:

Chegou em casa por volta das 2h da manhã. Seguiu o velho ritual: tirou a sandália, foi para o banheiro, lavou o rosto e se olhou no espelho. Se olhou nos olhos e perguntou como quem não quer nada: Quem é você? Não esperou resposta e nem queria ouvi-lá... São tantas ideias falsas, mentiras transvestidas de verdades. Pensou em como tinha sido a noite e em uma rápida avaliação declarou: é, mais uma vez, nada demais. Se censurou por ainda criar expectativas, mesmo não indo tão longe... Suas esperanças não requerem encontros mágicos e transformadores, quer, apenas, sentir que ainda pode se divertir num sábado á noite. Só. Por que parece tão fácil para os outros? O que falta nela? Não tem mais saco para sorrisos "amarelo", olhares indiscretos, "jogadas de charme". Quer clareza, sutileza e o mais importante: quer simplicidade. Meio adormecida ainda reflete se valeria a pena se desapegar dos seus princípios e arriscar algo que ela não é, blefar. De olhos fechados e já embalada pelo sono sussurra: não, ainda não...

x* namastê *x

Ps: preciso de um livro que prenda minha atenção.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Em um mundo perfeito..


Em um mundo perfeito, posso ouvir você sorrir de olhos fechados e sentir seu cheiro antes mesmo de você chegar e colocar a nossa música para tocar e quando seus passos ecoarem em minha direção será a sua vez de escutar o meu sorriso. Em um mundo perfeito...

ps: Lendo aos poquinhos razão e sensibilidade, porque tô sem tempo..
ps2: Dando notícias do mestrado: muita leitura, discussão, propostas e cansaço :] mas é isso aí ;)

Besos,
namastê!

sábado, 26 de março de 2011

S2



Como alguém pode ficar cheia de vazio?? É tão contraditório e ao mesmo tempo tão certeiro que chega a machucar...Tinha um coração repleto de reparos e cicatrizes. Dizia para os desconhecidos que seu coração retalhado era motivo de orgulho, afinal significava que tinha vivido, amado, odiado e perdoado...Os mais chegados sabiam que não era bem assim, mas tinham esperanças de que de tanto repetir essa história, esse texto pudesse se tornar verdadeiro, real. Tinham medo de que ela precisasse de um transplante, temiam não só por ela, mas também por aquele coraçãozinho, que apesar de pequeno e cheio de remendos, era grande e acolhedor. Um dia ela avisou que iria viajar e chamou todos para uma festa de despedida. No dia combinado, encontraram o corpo dela já sem vida. Havia um bilhete ao lado que dizia: 

Não foi um coração sofrido e cansado que me matou, pelo contrário. Não soube como consolá-lo e cabei por sufocá-lo. Ele foi bravo e ainda tentou resistir, mas depois de tantas batalhas e tantas derrotas, muito pouco sobrou...

x* namastê *x

domingo, 20 de março de 2011

Toc toc toc..

Eu procurei por todos os lados. Vasculhei em cada minúsculo canto e nada! Nem um bilhete, nem o cheiro ou gosto ou som...Nada! Um lugar enorme e vazio. Pensei e repensei possíveis esconderijos. Qual o seu bunker? Onde você se esconde? Alias, por que você se esconde? Fiz de tudo..Baixei a guarda, abri meu peito, sem reservas, sem barreiras, de braços e coração abertos. Não diria que isso "não adiantou", talvez só "não tenha sido suficiente". 

Insone, via as horas passarem..O dia amanhecer para anoitecer novamente e mais uma vez... Não era mais vazio, era algo desconhecido, uma mistura insípida que me dava calafrios. Sabia que não adiantava mais ter esperanças...Me ordenei a parar as buscas, retirar os cartazes de "procura-se" e porque já estivesse sem forças, resolvi aceitar. Foi aí que tudo mudou...


x* namastê *x


sábado, 12 de março de 2011

A bolha


São bolhas de sabão ganhando o mundo... Se expandindo, preenchendo vazios e espalhando sorrisos nos rostos que as contemplam. Era a festinha de aniversário da filhinha da amiga dela. Seus amigos todos estavam "amarrados", com família e filhos, só restava ela - o que não era novidade. Costumava pensar que pagava um preço acima do razoável por ter ideias tão próprias, critérios tão altos e nenhuma vontade de ser menos "ela" para ser mais "nós"...É difícil entendê-la. Quanto mais se conhecia, mas certeza tinha disso. Ela era uma bolha...Uma bolha pequenininha, que não chamava atenção e, por isso, ninguém se esforçava para estourá-la e, com isso, ela podia percorrer o mundo. O único "porém" é que ela o percorria sempre sozinha...

x* namastê *x

ps: terminei um livro maravilhoso, eu super recomendo..Ele se chama: "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra". Muito bom mesmo! :)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Talvez eu só queira um pouco de amor.
Talvez um sim seja suficiente e capaz de transformar o mundo, meu mundo.
Talvez a ideia de sermos algo seja muito melhor ou quem sabe muito pior do que a realidade...
Já passou pela sua cabeça existirmos em universos paralelos?
Talvez você ache que eu queira a perfeição por estar sempre idealizando tudo...
Não! Eu quero algo íntimo e intenso e que realmente me desperte dessa paralisia crônica.
Talvez seja demais ou de menos...Você poderia ao menos me dar a chance de tentarmos ser algo?
Não é mais assustador para você do que é para mim e se pode doer fundo em você, essa dor não é nada comparada ao aperto agudo no peito e o fato de que eu não consigo respirar a cada vez que você sai pela minha porta sem olhar para trás...

x* namastê *x

terça-feira, 8 de junho de 2010

Caminhar é preciso...


"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar".

(Eduardo Galeano)
Não conhecia esse senhorito, mas gostei da surpresa.. Bem vindo, Galeano! \o/

Pensando nisso, pensei o seguinte:

Caminho, um caminhar lento.
Ando um passo rápido.
Caminho saltando e saltando feito Canguru.
São todos um caminhar...

Também posso caminhar outros caminhos,
os seus caminhos, mas não é o meu caminhar.
Sigo caminhando, sigo andando,
voando ou divagando,
Por um caminho de pedra
ou um caminho de luar.

Caminho um caminho de barro,
um caminho de alfato,
um caminhar...

Caminho tendo atrás o meu passado,
e a frente um futuro pra sonhar!
 
 
Finalizo com Los Hermanos:
 
"Eu preciso andar,
um caminho só.
Vou buscar alguém,
que eu nem sei quem sou..."
 
x* namastê *x

ps: preciso de um livroooo!!!

domingo, 2 de maio de 2010

...

Sozinha, sentanda em um quarto escuro e silencioso, ela pensa sobre o que poderia ter feito de diferente.

Rodeado de gente e, ao mesmo tempo, isolado de todos, ele tenta adivinhar o momento em que tudo começou a desandar.

Eles não se conhecem, mas sentem falta um do outro. Se procuram sem saber e quando pensam que se acharam e quebram a cara, percebem que estão cansados.

Ela se sente esquecida, talvez o seu problema seja negar que acredita em contos de fadas, em castelos, em finais felizes.

Ele se sente invisível, talvez o seu problema seja o medo de ser visto por um alguém errado.

Mesmo sem se conhecerem, eles seguem um para um outro, aos poucos...O encontro é inevitável, mas o tempo parece sempre descansado demais, lento demais, como se sentisse uma satisfação doentia em atrapalhar o encontro deles. O mais triste de tudo é que eles não sabiam um do outro e estavam cansados demais...

ps: ah, sexta teve colação de grau. Agora sou bacharel em psicologia, o que não muda muita coisa no fim das contas, o que eu posso fazer é: concurso de nivel superior, dar aulas, fazer mestrado e só! puf! haha mas final do ano termino tudo :)

x* namastê *x

terça-feira, 23 de março de 2010

Deitados com as costas na grama e a barriga pra cima, olhando a imensidão alaranjada do céu, ele indagava a ela:
- E qual o propósito?

Sorrindo, com as mãos entrelaçadas nas dele, com olhos de ternura e palavras doces, ela respondeu sussurrando:
- Não há...

Essa simples resposta o desnorteou... Se dizia cético, não gostava de longas e exaustivas discussões sobre a existência ou não de um ser superior e sobre os por quês da vida.

Ela era seu oposto, vivia dizendo que o universo vibra, é energia e que há uma enorme conexão entre as coisas, as pessoas, a natureza e, pior, ela sente essa conexão.

Por isso, achou-a contraditória, louca, misteriosa...

Eles tinham se encontrado no dia anterior e desde então algo os puxava sempre pra mais perto um do outro ao mesmo tempo em que se distanciavam de si mesmos.

Ela parecia calma, tranquila, não tirava o sorriso do rosto. Olhava divertida para ele, alisando seus cabelos pretos, acalmando a tempestade dos pensamentos que passavam pela cabeça dele e se refletiam no seu olhar. Ainda sorrindo, perguntou a ele se a resposta era tão importante assim. Disse que mudava como as marés e a lua, disse mais, pediu pra não se preocupar com o que ela dizia... Por fim, disse baixinho, com os lábios colados no ouvido dele: eu te amo.

Mais que nunca, ele a achou maluca, surtada e se perguntou se ela não teria fugido de um hospital psiquiatrico. Pensou. O que disse foi algo mais ou menos assim:

- Se me amas, me liberta..

x* namastê *x

domingo, 7 de março de 2010

Ela

Pequenos acidentes acontecem cotidianamente. Com todos. Mudanças também...


Quando tinha 4 anos, seus pais se separaram..não consegue lembrar de muitas coisas ou melhor não se lembra de nada... Só sabe aquilo que dizem que ela passou, dizem que ela sentiu, dizem que ela fez, aquilo que dizem, os outros.

Aos 7 anos mudou de colégio. Um colégio de freiras, com orações antes da sala de aula, com uma grande biblioteca e com toda a vontade do mundo de se encaixar.

Aos 12 anos mudou de colégio. Foi para um mais perto da sua casa, mas levou uma amiga junto. Foi bem feliz! Fez mais amigas e por mais que os problemas familiares e a confusão mental permanecesse, ela era ela.

Aos 15 anos estava tão cansada das suas frustrações amorosas, seus amores platônicos, seus castelos de areia que tremulavam e desabavam na sua frente... Continuava feliz, mas continuava com problemas...

Aos 16, se mudou para outra unidade da sua escola, mais longe de casa, mas as amigas foram junto (mais uma vez). Costumava se sentir muito sozinha, mesmo estando rodeada de gente, mesmo com os amigos, mesmo com um namorinho aqui outro ali, mesmo não achando que deveria se sentir assim, mesmo sabendo que não era a única. Foram tempos de muita produção e descobertas... Ela estava mais espiritualizada, escrevia de forma compulsiva e escutava dia e noite sua banda preferida: legião urbana!

Aos 18, uma nova fase começa para ela. Entra na universidade, no curso que desejava, de primeira. Deixa para trás os caminhos já conhecidos e confortaveis da escola e adentra numa instituição completamente diferente, que exige coisas diferentes e que dá uma liberdade enorme. Faz mais descobertas.. Mesmo sem as amigas da escola é possível seguir em frente e ela segue..

Aos 22, perto de iniciar uma nova etapa, ela sonha e projeta um futuro onde é capaz de ser feliz, novamente. Ser e Fazer feliz alguém... Ela acha que é a mesma menina de sempre, com algumas variações e mudanças e no fundo ela é.

Aos 26, sente que o mundo é a sua casa e que não conseguiria - mesmo se tentasse com força - voltar a vida de antes, ela está tão mudada, mas, de certa forma, permanece a mesma menina. Quando se olha no espelho, ela se reconhece e sorri.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Saber não basta..

Sabe aqueles momentos em que você puxa o ar com tudo, mas ele não vem?
Aqueles momentos em que você se desespera buscando fazer seus pulmões funcionarem, sem obter resultado algum?
Sabe quando aquele aperto no peito se transforma em uma dor aguda, que parece não ter fim?
E quando você se esforça pra fazer tudo parar e o mundo voltar a ser o que era antes, antes de tudo acontecer...
Sabe como é se sentir sem vida, sem saída, incompleta?
E perceber que o mundo não parou, as pessoas continuam seguindo suas vidas e descobrindo um mundo de possibilidades, experiÊncias, descobertas, frustrações... mas, você não, porque você estagnou.
Sabe como é triste se sentir sem sentido? Se tornar, insipida, sem gosto, sem nada...?
Se forçar a acordar pra mais um dia sem cor...
Sabe aqueles momentos em que a sua vida não te pertence, você está numa especie de limbo existencial..
onde as ações e decisões não partem de você e você apenas pode acompanhar o desenrolar dos acontecimentos?
Não ter as rédeas, nunca ter tido ou tê-las soltado..?
Você não sabe..!

domingo, 30 de agosto de 2009

E agora? Atualizar com o que? Pensei em alguns rabiscos que escrevi no caderno, pensei em tentar improvisar algo, pra ficar mais em concordância...Num sei. Ficaria? Vou pegar meu caderno... Não! Não há nada interessante e atual...Ok! vamos tentar, é simples, basta falar um pensamento, algo que ocorreu na correria do dia a dia, uma piada, como eu tô me sentindo, quais os meus planos, tantas possibilidades...

Na verdade, eu me acostumei tanto a dizer "eu não sei", que agora eu já tô até acreditando, que eu não sei como eu tô, não sei como vai ser, não sei o que eu quero, e outros tantos não sei. O que é uma grande mentira! Por exemplo, queria tomar açai agora, o que meio complicado porque tô super rouca, então, servia comer chocolate, nesse caso. Ain que confusão!

Ela se olhava no espelho quebrado, imaginando se teria ou não sete anos de azar. Pensou em cada coisa que poderia dar errado e simplesmente deu de ombros, já não importava tanto. Sempre se preocupou demais com o futuro e viveu de menos o presente. Como muitas outras pessoas, não enxergava o momento atual como um PRESENTE, de fato, ficava tão restrita as obrigações e correrias, que ao chegar em casa exausta, olhava na agenda os compromissos do outro dia, tomava um banho rápido e desabava na cama. Isso era tudo que ela não queria ser e não queria viver, quando era mais nova. Um dia, após uma insônia terrível, ela deitou-se na rede da varanda e ficou olhando o céu, cadê as estrelas da sua infância? cadê a paz? Tantos desencontros e perdas pelo caminho e ela nem tinha reparado. Sorriu um sorriso triste e pensou que amanhã poderia tentar ser e viver diferente. (A)manhã...


ps: Eu li "os sofrimentos do jovem werther" (non sei se escreve assim o nome dele). Eles sofriam tanto por amor Oo Tô terminando "notícias de um sequestro", do Garcia. Tenham todos uma ótima semana! :)


x* namastê *x

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Recentemente terminei de ler "Leite derramado", do Chico Buarque. Acho que o momento foi bastante interessante e deu super certo, calma, vou explicar...

Leite derramado nos fala de um senhor, no seu leito de morte, que passa a contar suas memórias, não necessariamente, para alguém específico, ele apenar oferece, a quem quiser ouvir, um monólogo rico e fascinante da sua vida, dos tempos de glória e dos tempos de não tanta glória. Ele nos presenteia com seu mundo, um mundo cheio de cores, alegrias e dissabores, que remonta-nos para o Brasil Império e nos faz percorrer os dias e os acontecimentos até os dias de hoje. É uma leitura leve, delicada, confusa em alguns momentos, que emociona e encanta...

Por que a identificação? Eu creio que qualquer pessoa que conviva diariamente com um idoso, vai entender e se identificar com as retomadas da mesma história várias vezes, com as confusões, tão inerentes a essa fase da vida, com o jeito infantil, com as lembranças envelhecidas de um tempo em que não existiamos, mas que existiu para essas pessoas queridas...
Um livro altamente recomendável, Leite derrado, do Chico. :)

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Ela sabia que uma teia invisível tecia sua vida, o que ela não sabia era que existia um infinito de possibilidades e caminhos, afinal, não fazia sentido para ela, pois não enxergava grandes perspectivas. Habituou-se a dizer que vivia um dia de cada vez, porém esqueceu de dizer que fazia isso não por escolha, mas sim por não saber agir de outra forma e se algum dia lhe passou pela cabeça tentar encontrar o seu próprio jeito/forma de viver, isso durou apenas alguns segundos, tempo suficiente de algo lhe chamar atenção e ela desviar-se de si mesma.

Ela era sensível e também instrospectiva, o que lhe conferia um ar sério, por vezes, esnobe. Era assim que a viam. Olhava para o céu, as estrelas, as nuvens e a lua, sempre como se os vissem pela primeira vez e, então, sorria, encantada com tamanha beleza... Sensação semelhante ocorria quando olhava uma criança sorrindo, com os olhos brilhando... Tudo virava luz e alegria, para ela.

Exigia muito de si mesma, mas pouco, muito pouco da vida. Sabia apreciar os pequenos gestos e acontecimentos, pois achava que as coisas grandes demais serviam mais para chamar atenção e, com isso, não se enxergava o seu significado e sentido. Já os pequenos gestos e gentilezas, penetravam o mais fundo da sua alma e por lá se aninhavam. Podiam ser simples, mas costumavam ser constantes, o que indicava, que nunca, em momento algum, era esquecida... E isso valia mais que tudo...

Foi assim que viveu, até seus últimos dias, maria, falecida no dia vinte nove de fevereiro de dois mil e nove, aos 21 anos.

x* namastê *x

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"eu abracei seu corpo e lhe falei sorrindo:
a gente esquece o que passou
mas ela foi embora e nunca mais voltou
e foi assim que tudo acabou..."


Pele nas unhas
sangue na saliva
cabelos desgrenhados, corpo suado..
esses encontros às sextas estavam saindo do controle.
isso quando não despertava
sem saber quem ers e onde estava
Os anos de revolta já haviam passado
o que queria agora nem ela sabia...
O ritual permanecia
todas as sextas com um estranho qualquer
Antes de sair sempre deixava um recado
para o caso de não voltar
porém sempre estava em casa às 6 do sábado.
de volta para o apartamento fazio,
para a vida vazia, transbordante de tédio
e para mais um dia de monotonia.
Não havia espaço para reflexões
ela não era disso..
Mas naquele dia, por mais que se lavasse
o cheiro ou seria odor(?) daquele cara permanecia,
assim como o gosto do seu sangue já velho...
Se enxugando olhou de relance no espelho
sorriu um sorriso conhecido...
na sua nuca ele havia anotado um telefone
não era a primeira vez que isso acontecia,
já havia chegado em casa com telefones também desconhecidos
por todos os (en)cantos e contornos do seu corpo
Contudo aquele lugar inusitado a fez pensar
e uma curiosidade do tipo infantil tomou conta dela
Um telefonema. Uma voz rouca. Um respiração acelerada.
A voz rouca de novo. Um voz suave e hesitante. Risos.
Descobertas. Voz rouca e doce ao mesmo tempo.
tun tun tun tun tun tun tun tun tun...


Trilha: Ela voltou diferente (Odair José) :)

x* namastê *x

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Fragmentos

Encontros...


Enquanto um dos meus "eus" se esforça terrivelmente para deixar tudo pra lá, mesmo que o (meu) mundo desabe, um outro eu fica tentando consertar a vidraçaria que se quebrou mesmo sabendo que não há conserto. Há, porém, um terceiro eu que fica olhando de longe, analisando... esperando por um momento que nunca chega.



Ela construiu sonhos
mas não sabia que
eles eram como castelos de areia.
Quando se deu conta
viu com um olhar humilde e suplicante
uma onda se aproximas...


Conta-se que em uma noite qualquer a muito tempo atrás era possivel olhar para o céu e ver a lua sorrindo. Conta-se que sempre que isso corrria podia-se encontrar no alto de uma montanha um ser aparentemente solitário que sorria também... Ninguém sabe ao certo qual a ligação que existia, mas nessas noites não era apenas o céu que se iluminava... A luz que irradiava iluminava até os mais céticos e abençoava aqueles que conseguiam enxergar e sentir a beleza daquele (in)esperado encontro.

namastê :)

sábado, 15 de novembro de 2008

Divagações...

Eu num vejo a hora de ficar de férias..
deitar numa rede, acordar tarde, comer muitas besteiras..
Enquanto isso não chega, só me resta sonhar!

Mas ta td ok por aqui, acho que vou entrar numa outra pesquisa da base, qd tiver mais informações eu publico :P No mais, tô cansada..precisando de uma massagem urgente!

Agora já tenho meu projeto de máquina de banho, só falta o engenheiro pra construi-la :D
até lá, vou sonhando...

A gente pensa muita coisa nessa vida... olhando pro céu hoje eu fiquei pensando q parece q ás vezes o céu tah em movimento rápido e em outros momentos parece está estático.. e é assim também com outras coisas..a nossa vida, por exemplo.. tudo pode mudar tão rápido.. o peso ou a leveza?


"Qualquer idéia que te agrade, por isso mesmo... é tua. O autor nada mais fez que vestir a verdade que dentro em ti se achava inteiramente nua..." (Quintana)
então tá.. :P

dança menina
a vida é uma ciranda
pega na mão do coleguinha
e dança sorrindo
porque você ainda é criança! :)

x* namastê *x

sábado, 1 de novembro de 2008

A Arte de (Des)Fantasiar(se)

Numa noite qualquer de um dia normal,
tentou ser alguém desconhecido.
Um alguém transparente, invisivel.
Transvestiu-se de alegrias passadas,
de antigos pensamentos festivos,
e pra completar, armou-se como um guerreiro.
Espada e escudo nas mãos,
quem iria desconfiar?


Numa noite de lua, minguante, mas lua
experimentou, pela primeira vez, ser ela mesma.
Colocou o vestidinho preto curt(issimo) cheio de decotes,
que não se atrevia, soltou os cabelos e
se permitiu até contonar os lábios com aquele baton.
Se desarmou.

Os encontros mágicos costumam ser assim denomidados
por serem imprevisiveis ou inesperados..

Chegaram quase ao mesmo tempo.
Ele meio desconfiado, angustiado, a palavra é: (in)quieto
Ela sorridente, de peito aberto, a palavra é: leveza
O mesmo lugar, a mesma música, as mesmas pessoas.

Os acontecimentos a seguir ocorreram simultaneamente,
não podendo serem colocados numa ordem perfeita, clara, direta.


Troca de olhares. Descompasso. Tensão. Risos.
Borboletas. Fleshes. Tesão. Olhares e mais olhares.
Desassossego. Borboletas. Descompasso. Risos.
Agarros. Pernas bambas. Mais Fleshes. Abrigos.

Segundo um manual que vinha junto com a senha da festa,
se você se arriscasse em um labirinto, oceano, montanha, entre outros,
A resposta se revelaria. Um manual? Uma cartilha de dicas.
Quem acreditaria?

Novo dia. Aiii. teto rodando. Estomago reclamando.
Retorno ao habitual. Foi só uma noite, queria mais? Pra que?
O ser humano se acostuma com tudo, eis sua resposta.

ps: não consigo pensar em mais nada para continuar.. quem sabe depois?

"A nossa própria alma apanha-nos em flagrante nos espelhos que olhamos sem querer"
(Mario Quintana)

ps2: Tô descobrindo companhias bem interessantes neh srito Quintana?

x* namastê *x